Como fazer um bom orçamento de obras e melhorar a lucratividade

Como fazer um bom orçamento de obras e melhorar a lucratividade

Atualizado em 16 junho, 2020
por Mais Controle

É comum vermos obras paralisadas, com atrasos ou custos acima do previsto, ocasionados por erros no orçamento e no planejamento. Por isso realizar um bom orçamento é fundamental para estimar previamente o custo global de uma obra e dessa forma analisar a sua rentabilidade e a viabilidade financeira.

A previsão de custos não é um trabalho fácil. Exige análise, planejamento, conhecimento e pesquisa. Por vezes, até mesmo um ótimo trabalho orçamentário não é capaz de garantir a previsão dos custos de uma obra.

Sendo assim, é preciso se dedicar em todas as etapas durante a construção do orçamento, mantendo a visão alinhada com as exigências do projeto e com a realidade do mercado.

Continue acompanhando este post para conhecer mais!

Identifique as etapas e serviços da obra

O primeiro passo é identificar etapas e serviços necessários para a execução da obra a ser orçada. Pois, sem conhecimento das atividades, fica difícil prosseguir com a pauta orçamentária.

O custo direto total de uma obra é resultado do custo orçado para cada serviço que a integra. Somente ao identificar esses serviços você poderá, de fato, estimar os gastos.

Normalmente, as etapas de uma obra de construção tradicional são:

– serviços preliminares;

– fundação ou infraestrutura;

– estrutura ou superestrutura;

– paredes e vedações;

– telhados e forros;

– instalações complementares, hidrossanitárias e elétricas

– acabamentos e revestimentos;

– esquadrias (portas e janelas);

– pintura;

– paisagismo;

– limpeza final

Vale lembrar que cada etapa é composta por diversos serviços. Por isso fazer uma observação sistêmica da situação do local em que a obra será realizada é um bom início. Aproveite para observar dificuldades de acesso, transporte público, mão de obra local, condições climáticas da região e etc.

Faça um levantamento dos quantitativos

Agora que você passou pela etapa de identificação dos serviços, saiba que cada um deles precisa ser quantificado.

Orçamentos precisos e viáveis dependem do sucesso dessa operação. Ela corresponde à análise e ao cálculo das áreas e quantidades dos serviços pertencentes às etapas.

O levantamento quantitativo de um projeto oferece várias vantagens significativas, como por exemplo a possibilidade de levantar o montante de materiais e serviços. Isso permite realizar cotações junto aos fornecedores no mercado e dimensionar o tamanho das equipes de trabalho.

Não podemos deixar de ressaltar que a tecnologia atual tem possibilitado grandes avanços nessa etapa, com a propagação de softwares capazes de ajudar na execução do levantamento quantitativo. É sempre importante salvar a memória de cálculo e medidas utilizadas durante o levantamento dos quantitativos, a fim de manter a organização dessas informações para possíveis consultas.

Utilize as composições de custos

Após fazer o levantamento dos quantitativos de cada serviço, o próximo passo será encontrar os custos diretos unitários e totais deles e, consequentemente, das etapas e do total da obra.

Os custos diretos representam os valores somados de mão de obra, materiais, equipamentos e despesas relacionados diretamente à execução da obra.

Trabalhar com a apropriação de custos nas obras garante vantagem pois consegue desenvolver um potente banco de dados de composições de custos ligados a seus serviços. É importante que suas composições sejam aderentes à realidade do negócio e da produtividade da equipe. Isso irá proporcionar uma orçamentação mais precisa e livre de imprevistos.

Dessa forma, os três insumos que formam o custo direto são:

– mão de obra;

– materiais;

– equipamentos.

O consumo de cada insumo listado é tido por meio da experiência das empresas de construção ou mediante alguma tabela de composição de custos de orçamentos. Como por exemplo a base SINAPI, da Caixa Econômica Federal.

Precificação por meio do BDI

Depois da obtenção dos custos diretos, como visto na etapa anterior, o próximo passo é precificar a obra. Geralmente, tal precificação é feita pelo método de Benefícios e Despesas Indiretas (BDI).

Vale destacar que o objetivo principal desse método é efetuar o cálculo do índice a ser aplicado sobre os custos diretos levantados para a execução da obra, a fim de se obter o preço final. Por sua vez, esse índice toma como base os percentuais de:

– administração central;

– despesas financeiras;

– garantias;

– seguros;

– imprevistos;

– lucros e tributos.

Outros fatores decisivos

Existem, ainda, outros fatores importantes que devem ser levados em consideração na fase de orçamento, a fim de garantir maior assertividade. Confira a seguir:

Cotação de Preços: Trata-se de consultar os fornecedores do mercado coletando preços para os diversos materiais da obra e serviços no caso de terceirização.

Definição de Encargos Sociais e Trabalhistas: A fim de cumprir com as exigências do Ministério do Trabalho, os funcionários envolvidos na obra precisam ser regulamentados e ter seus direitos garantidos.

Custos Indiretos: Os custos indiretos não são o mesmo que despesas indiretas. Por sua vez, eles não se associam diretamente aos trabalhos da obra em si, porém, sua relevância para a realização dos serviços é primordial.

Conclusão

Como vimos neste post, fica claro que a atividade orçamentária ocupa um lugar essencial para o bom andamento da obra, bem como prever a lucratividade do projeto. Para isso você precisará se envolver nas etapas citadas, estando sempre atento para tudo o que representa custo e despesa dentro do projeto.

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