Prova de Carga: por que usar essa metodologia na construção?

Prova de carga: por que usar essa metodologia na construção?

Se tem uma coisa que faz os olhos de qualquer engenheiro brilharem é ver que o comportamento dos materiais previsto por cálculos se aplica na prática, principalmente a prova de carga. Em especial o engenheiro civil, portando toda uma literatura de teoria das estruturas, mecânica dos solos e resistência dos materiais, precisa confirmar várias etapas dos projetos de construção empiricamente e numericamente.

Para isso, ele conta com uma série de ferramentas de engenharia, convencionais ou modernas, que agregam confiabilidade e segurança ao projeto. A prova de carga estática (PCE) e a prova de carga dinâmica (PCD) são exemplos dessas ferramentas. Nesse post, explicaremos o que é a prova de carga estática, qual a sua importância, onde e quando deve ser usada e como ela deve ser feita. Boa leitura!

O que é a prova de carga estática?

As várias estacas utilizadas em uma obra civil são previamente calculadas para suportarem todas as cargas provenientes da construção, como as forças de tração, compressão e transversais.

Uma prova de carga estática, portanto, consiste na aplicação de uma força — acrescida de um fator de segurança (FS) — na cabeça da estaca e no monitoramento do deslocamento provocado por essa força. Com base nisso, é possível plotar uma curva de tensão x deformação e identificar os esforços máximos suportados pela estrutura antes de fraturar.

Por que usar essa metodologia na construção?

Naturalmente, as cargas suportadas pela fundação devem ser maiores que a carga admissível da construção, e isso é previsto por um FS descrito em normas específicas de fundações. No Brasil, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da NBR 12.131:2006, é quem prescreve as diretivas para o ensaio.

Além do levantamento da curva tensão x deformação e da capacidade de carga da estaca, esse ensaio possibilita obter a resistência da ponta, o atrito lateral e o recalque do carregamento.

Como é feita a prova de carga?

A natureza e a quantidade das investigações a realizar dependem das peculiaridades da obra, dos valores e tipos de carregamentos atuantes, bem como das características geológicas básicas da área em estudo. A ABNT orienta que no mínimo 1% das estacas da construção devem passar pela PCE – exceto alguns casos. Na prova de carga, macacos hidráulicos são devidamente posicionados no topo da estaca e aplicam uma carga crescente na orientação desejada, enquanto sensores de deslocamento e/ou de força registram o desvio sentido pela estrutura.

Como se trata de uma parte da fundação extremamente rígida, é necessário que os macacos estejam bem ancorados por vigas metálicas e apoios embutidos no terreno, de forma que todo o sistema fique estável.

Diferentemente dos ensaios feitos em laboratórios, em que o engenheiro ou o técnico não tem todas as informações de campo, a principal vantagem da prova de carga consiste em poder simular os carregamentos previstos na construção, em escala real e no próprio canteiro de obra. Além disso, os dados coletados por esse tipo de teste garantem que a obra será executada sob condições controladas, sem imprevistos futuros, o que assegura confiabilidade e segurança.

Gostou de saber por que usar a prova de carga em sua construção? Quer compartilhar suas dúvidas ou experiências? Então, escreva na seção de comentários deste post e partilhe conosco e com os demais leitores sua opinião sobre o assunto!


Marcel Ribeiro
Marcel Ribeiro
Engenheiro apaixonado por Construção Civil.

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