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O que é CUB na construção civil?

Uma obra envolve diferentes cálculos, que vão desde o orçamento e planejamento na fase de projetos, e o gerenciamento durante a execução. Durante a fase de orçamento, um dos indicadores de referência de custos mais utilizados é o CUB, ou Custo Unitário Básico. Um dos maiores desafios de gestores de empresas da construção civil é orçar os custos de um projeto.

É exatamente aí que o CUB entra: auxiliando na estimativa dos principais custos de construção de uma edificação. Continue acompanhando este post e saiba mais sobre esse indicador tão importante!

O que é o CUB?

O Custo Unitário Básico (CUB) é um indicador utilizado na construção civil para se obter uma estimativa do custo de um projeto. Esse cálculo serve de base para a avaliação de parte custos de construção das edificações.

O objetivo básico do CUB/m² é auxiliar o mercado de incorporação imobiliária, servindo como parâmetro na determinação dos custos dos imóveis.

Em função da credibilidade do referido indicador, alcançada ao longo dos seus mais de 40 anos de existência, a evolução relativa do CUB/m² também tem sido utilizada como indicador macroeconômico dos custos do setor da construção civil. Publicada mensalmente, a evolução do CUB/m² demonstra a evolução dos custos das edificações de forma geral.

O CUB foi determinado pela lei Federal 4.591/64 (artigo 54), que trata sobre os valores de referência para obras de imóveis por metro quadrado de cada estado do Brasil. De acordo com essa mesma lei, os sindicatos estaduais da indústria da construção estão sob a obrigatoriedade de fazer a divulgação mensal até o dia 5 de cada mês sobre os custos unitários praticados na região em relação à construção civil.

Quais são os tipos que o CUB considera?

O Custo Unitário Básico baseia-se em dois pontos importantes: o padrão de acabamento da obra e o projeto-padrão. O acabamento é definido em nível baixo, médio e alto, que são referentes ao índice de refinamento da construção. Já o projeto-padrão é referente ao tipo de construção civil que será realizado, incluindo número de pavimentos e número de dependências por unidade e número total de unidades.

Eles são separados em dois modelos. O primeiro deles é o residencial e o segundo é em relação ao comércio. Os tipos são detalhados na cartilha disponibilizada, por exemplo, pela Sinduscon-MG e podem ser:

  • residência unifamiliar (R1);
  • residência popular (RP1Q);
  • residência multifamiliar (R8 e R16);
  • prédio popular (PP4);
  • projeto de interesse social (PIS);
  • comercial com salas e lojas (CSL8 e CSL16);
  • comercial com andares livres (CAL8);
  • galpão industrial (GI).

O CUB/m² é calculado com base nos diversos projetos-padrão estabelecidos pela ABNT NBR 12721:2006, levando-se em consideração os lotes básicos de insumos (materiais de construção, mão-de-obra, despesas administrativas e equipamentos) com os seus respectivos pesos constantes na referida norma.

A metodologia de cálculo do CUB/m² é simples e permite a consecução de indicadores muito realistas. Os salários, os preços dos materiais de construção, as despesas administrativas e os custos com aluguel de equipamentos são pesquisados mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção de todo o país.

Com isso, percebemos que existem valores diferentes para o Custo Unitário Básico de acordo com o tipo de construção que será executado, e desde 1987 o CUB tem sido utilizado como indexador de contratos para o mercado financeiro.

Quais são os itens que o Custo Unitário Básico não considera?

Como dissemos, alguns itens não são levados em consideração no cálculo do CUB por serem muito específicos de acordo com o empreendimento. A partir disso, de acordo com a NBR 12.721/2006, o Custo Unitário Básico não inclui:

  • serviços de infraestrutura/fundação;
  • terrenos;
  • projetos estruturais e arquitetônicos;
  • instalações e equipamentos.
  • elevadores;
  • remuneração do construtor;
  • custos com urbanização e jardinagem;
  • custos com obras complementares;
  • custos com obras complementares;
  • despesas com cartório;
  • áreas de lazer e playground;
  • regulamentação de condomínio;

Como calcular o CUB?

O cálculo do CUB é feito mensalmente pelo Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil) e lançando em um relatório que fica disponível para todos que queiram definir seus custos de acordo com esse indicador.

No entanto, é muito importante que você entenda como esse cálculo é realizado e quais fatores são considerados para um melhor planejamento financeiro e análise da viabilidade do projeto.

Antes de começar a calcular o custo unitário, você precisará pesquisar qual é o CUB vigente no estado em que a construção será feita. Para isso, você deve considerar o mês, o tipo de obra e o nível no padrão de acabamento.

Após essa verificação, a área total da construção deverá ser multiplicada pelo valor do CUB. Para encontrar o custo total da obra, deve-se somar o valor parcial encontrado pelo CUB ao valor do orçamento dos itens não inclusos. 

Custo Total = CUB x área construída + itens não inclusos

Como ter mais controle dos custos de uma obra?

Apostar na tecnologia e nas inovações é o melhor caminho para ter mais eficiência nos processos da construção civil. O uso de softwares de gestão garante a exatidão e melhor controle no gerenciamento da sua obra.

Sistemas de gestão com essa finalidade são ferramentas que reduzem a incidência de erros nas fórmulas e na obtenção de resultados dos cálculos. Além disso, realizam essa tarefa consideravelmente mais rápido do que se fossem feitas manualmente.

Em uma só ferramenta, você poderá fazer o controle orçamentário e a gestão financeira — que inclui o fluxo de caixa, se o andamento da obra está de acordo com o que foi planejado e ter um relatório de custos por etapas e por m² da sua obra. Quanto mais informações reais você tem sobre a sua empresa e sobre uma construção, mais embasamento você terá para tomar as melhores decisões no gerenciamento da obra e calcular orçamentos futuros.

O CUB é um dos principais e mais importantes indicadores da construção civil. Por meio dele, você terá mais facilidade para estimar o custo da sua obra e fazer reajustes nos preços contratuais.

Você precisa de mais facilidade na sua gestão financeira, de cálculos e processos em uma obra? Então entre em contato conosco e conheça os planos do nosso software de gestão!


Guilherme Junqueira
Guilherme Junqueira
Administrador de empresas, apaixonado por gestão, finanças e construção civil

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