Entenda o uso do Mapa de Risco para aumentar a segurança nas suas obras

Entenda o uso do Mapa de Risco para aumentar a segurança nas suas obras

Atualizado em 18 dezembro, 2017
por Marcel Ribeiro

O Mapa de Risco é a forma que empresas de construção civil convencionaram para sinalizar os locais de trabalho sobre possíveis riscos à saúde e segurança. Criado na década de 1960, no Brasil é obrigatório desde 1992 e regulamentado pela NR5, Norma Regulamentadora que tem como objetivo a prevenção de acidentes laborais.

É fundamental seguir suas orientações para que as estatísticas continuem melhorando. Em 2015, registrou-se redução no número de acidentes de trabalho no Brasil em relação a 2013. De acordo com a Previdência Social, a queda foi de 14% no período, quando foram computados 612 mil registros.

No entanto, somente no segmento da construção civil, de acordo com a OIT, 60 mil acidentes são registrados anualmente em todo o mundo. Esse número faz do setor um dos maiores responsáveis por acidentes de trabalho. Continue a leitura e saiba como fazer um Mapa de Risco e quais são os benefícios que oferece.

Planilha de Análise Preliminar de Riscos

A sinalização do Mapa de Risco

Elaborado pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) junto ao Serviço Especializado em Engenharia e Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), o Mapa de Risco consiste em indicar, nos locais de trabalho, a presença de elementos potencialmente perigosos.

Essa indicação é feita pela fixação em local visível de círculos indicativos. Há três gradações de tamanho, que alertam para riscos baixos, médios ou elevados. Além do tamanho da circunferência indicar maior ou menor exposição, os círculos possuem diferentes cores e cada uma indica um tipo de risco. São eles:

  • Verde (Grupo 1): simboliza riscos físicos como calor, frio, radiação ionizante ou não, ruídos, umidade, pressão atmosférica ou vibração;
  • Vermelho (Grupo 2): indica a presença de riscos químicos como produtos industrializados, vapores diversos, gases, névoa e outros similares;
  • Marrom (Grupo 3): riscos biológicos, principalmente microorganismos;
  • Amarelo (Grupo 4): riscos ergonômicos, ou seja, todos os que se relacionam com algum tipo de esforço físico intenso ou exposição prolongada a posições potencialmente lesivas às articulações;
  • Azul (Grupo 5): sinaliza riscos de acidentes com máquinas e equipamentos e o potencial risco de não usar Equipamento de Proteção Individual (EPI).

O processo de elaboração pela CIPA e SESMT

Como profissionais responsáveis pela saúde e segurança do trabalhador, cabe aos colaboradores da CIPA e SESMT definirem os locais que precisam ser sinalizados. O estudo pode começar pelo DDR (Diálogo Diário de Segurança) e aprofundar-se na análise dos tipos de risco, evoluindo para a distinção entre os setores que deverão ser sinalizados

Em seguida, deverá ser feito o levantamento de informações relevantes, por meio de visitas técnicas, com o objetivo de averiguar as condições de trabalho existentes. Dessa forma, podem ser mapeados os processos de trabalho para posterior diagnóstico situacional. Só então serão determinadas as medidas corretivas para a prevenção de acidentes.

Os reflexos no aumento da segurança

Uma vez que os ambientes passam a ser identificados conforme os possíveis riscos, os trabalhadores e operários podem antecipar-se aos perigos em potencial. O setor de construção civil é um dos que apresentam maior risco ocupacional, portanto, todas as medidas de proteção precisam ser observadas e seguidas à risca.

Tratando-se de obras, acidentes de trabalho representam não apenas atrasos no cumprimento dos respectivos cronogramas, mas perigo à saúde do trabalhador. Medidas como o Mapa de Risco são maneiras fundamentais de criar mecanismos que diminuam os riscos de acidentes de trabalho.

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Marcel Ribeiro
Escrito por
Marcel Ribeiro
Engenheiro e cofundador do software Mais Controle.

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