Dimensões do BIM: será que ele é realmente um software?

Dimensões do BIM: será que ele é realmente um software?

Atualizado em 15 julho, 2020
por Marcel Ribeiro

Essa tecnologia vem ganhando cada vez mais destaque na Construção Civil e indica tendências para o futuro do setor. Ela apresenta avanços que vão desde a modelagem do projeto, durante a fase de planejamento, até a redução de custos do valor final da obra. Entenda suas principais funções e como elas podem se adequar à sua realidade, apoiando sua operação.

É comum muitos associarem o BIM (Building Information Modeling ou Modelagem de Informação da Construção) ao conceito de software. No entanto, devido às dimensões do BIM, ele é mais que isso. Na prática, é uma tecnologia capaz de gerar objetos paramétricos interoperáveis — isso significa que as dimensões comunicam entre si.

Neste artigo, falaremos um pouco mais sobre as dimensões do BIM. Se você quer tirar suas dúvidas sobre o tema, então, continue a leitura!

Quais são as dimensões do BIM?

A disruptiva tecnologia BIM trouxe diversos ganhos para os segmentos de arquitetura e engenharia. Ao permitir o controle preciso de cada etapa do processo de construção, ela trouxe mais precisão para os projetos. Existem diferentes interpretações para isso, porém é mais comum trabalhar com um total de 7Ds. Acompanhe!

3D

O 3D do BIM corresponde à modelagem do projeto. Aqui, é possível obter todas as informações fundamentais para se fazer a representação tridimensional da edificação. A imagem que se tem é a mais real do produto final.

Essa visualização é essencial para poder fazer os ajustes de design do projeto, permitindo por exemplo a verificação de interferências dentre os projetos desenvolvidos para nortear a construção.

4D

Esse D está relacionado ao cronograma de execução da obra. Com esse recurso, é possível visualizar todo o processo de construção da obra nessa simulação para fazer ajustes ainda na fase de planejamento. Esse D simula a execução da obra.

Suponhamos que a fase de acabamento já está em andamento. Então, a imagem 3D é atualizada conforme as etapas forem sinalizadas como concluídas. Nessa integração, geralmente, o MS Project é o software que costuma ser mais usado pelo público.

5D

O 5D é um recurso que permite fazer o levantamento dos custos e quantitativos de materiais do projeto, apresentando esses dados por fases. Essa integração é essencial para a gestão financeira inteligente dos empreendimentos. Por meio dele, é possível fazer análises para tomadas de decisões, como a alteração do projeto inicial.

6D

O 6D tem a ver com o conceito de sustentabilidade e conforto. Seu objetivo é possibilitar que ainda em fase de projeto sejam feitas análise do que englobem a ideia de desenvolvimento sustentável economicamente. Por meio dessa visão, é possível economizar recursos financeiros na utilização da construção após a conclusão da obra.

Por exemplo, é possível posicionar as janelas de uma sala para diminuir o consumo elétrico com iluminação e ventilação. Outro exemplo de sustentabilidade em construções é o uso de placas fotovoltaicas para a produção de energia.

7D

Conhecido por gestão de manutenção, o 7D é uma dimensão do BIM que gera outra modelagem tridimensional após a fase de construção. Essa etapa corresponde às informações fundamentais para os ciclos de manutenção as quais as instalações devem ser submetidas.

É importante ter o modelo as built para que possa ter todo o cronograma de manutenção e reposição das peças e itens da construção.

O meu negócio deve usar o BIM?

Se você atua no segmento da construção civil é essencial que o seu negócio disponha de ferramentas para desenvolver projetos cada vez mais precisos. Certamente, com a tecnologia das dimensões do BIM, a sua empresa tem muito a ganhar. Além disso, é possível a integração a um software de construção que tenha outros recursos essenciais e complementares para a sua operação.

Analisando uma questão de Custo x Benefício, uma pesquisa feita pelo Stanford University Center for Integrated Facilieties Engineering em 32 projetos, apontou reduções reais de custos com o uso do BIM. Foram elas:

  • Eliminação de até 40% das mudanças orçamentárias não previstas;
  • Estimativas de custo com imprecisões de até 3%;
  • Até 80% de redução de tempo gasto na elaboração de estimativas de custo;
  • Até 7% de redução no tempo de projeto.

Conclusão

Em conclusão, vimos um pouco sobre as principais funções do BIM e como elas podem te ajudar. Por exemplo, promovendo reduções significativas nos custos finais e também acompanhando visualmente os próximos passos do projeto através de realidade aumentada. Nesse sentido, o uso de BIM possibilita, como foi mostrado, a redução de custos de um projeto.

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Marcel Ribeiro
Escrito por
Marcel Ribeiro
Engenheiro e cofundador do software Mais Controle.

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